PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 112 - JUL-AGO / 2013
Revista 112 Personagem - Dr. João Vizotto
Voz da experiência
CDr. Vizotto completa seis décadas de carreira e declara: “Fiz a diferença na vida de milhares de pessoas”
Natural do pequeno município de Garça, localizado na região centro-oeste do Estado, dr. João Vizotto iniciou sua carreira farmacêutica em 1953, quando formou-se na faculdade de Farmácia e Odontologia de Araraquara (hoje Unesp).
Nascido em 24 de abril de 1929, cursou ensino básico no Instituto de Educação Hilmar Machado de Oliveira, em Garça. Já o colegial, naquela época, científico, concluiu em Campinas, no Colégio Diocesano.
Em 1950, prestou vestibular para Farmácia. “Eu gostava muito de química e biologia, também sempre gostei do comércio, então eu sabia que teria que optar por alguma coisa na área de ciências biológicas. O curso de Farmácia foi a opção que encontrei para agregar as duas coisas”, conta.
Recém-formado, em 1953, trabalhou por pouco menos de três anos no laboratório The Sidney Ross, onde exerceu a função de propagandista científico e, dentre outras coisas, participou da campanha de lançamento do Sonrisal®.
De retorno à cidade natal, em 1956, fundou a Farmácia São Judas Tadeu. Hoje, 57 anos depois, já são duas filiais, uma cirúrgica, uma locadora de equipamentos médico-hospitalares e uma farmácia de manipulação, ainda supervisionadas por ele como responsável técnico e pelo seu filho, o também farmacêutico, dr. Marcos Tadeu Vizotto.
Dificuldades
“Até hoje as grandes redes de farmácia representam um grande desafio para nós, pequenos. Porém, durante todo este tempo, sempre procurei enfrentar estes problemas com muito profissionalismo, muita ética, muita verdade e muita criatividade.”
Valorização
Ao recordar-se de uma vida toda dedicada à saúde das pessoas, dr. Vizotto destaca, como um dos casos mais marcantes de sua carreira, um surto de difteria, ocorrido em 1960 em sua região. Naquele tempo, não havia isolamento, nem condições de internação para o alto número de enfermos e, por isso, as pessoas eram tratadas em suas casas.
“Como havia poucos médicos na cidade, fui solicitado pelas autoridades do município para ajudar, administrando soro antidiftérico nas pessoas. Nunca contraí a doença, mas trago comigo até hoje o bacilo da difteria, que aparece em todos os exames que faço”, contou.
ReconhecimentoPara o dr. Vizotto, a Farmácia é a segunda coisa mais importante de sua vida, ficando atrás apenas de sua família. Ele se orgulha de poder olhar para trás e entender que fez a diferença na vida de milhares de pessoas, durante todos estes anos.
“Ser reconhecido pelos serviços prestados, pelo poder público, com o título de cidadão honorário, pelos clubes de serviço, pelas entidades de classe, etc., é muito importante. É, no entanto, muito mais importante, o reconhecimento das pessoas que por aqui passaram e receberam um atendimento diferenciado, saber que as ajudei num momento de dificuldade de suas vidas, esta é a mais gratificante de todas as homenagens.”
Mônica Neri
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