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Revista do Farmacêutico

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 128 - NOV - DEZ/ 2016 - JAN/2017

CAPA - ENTREVISTA JOSÉ ROBERTO GUIMARÃES 

 

Inspiração das quadras para as farmácias

Transformar a teoria em prática. Essa é a regra do jogo quando se fala em atuação clínica do farmacêutico. Conhecimento, atitude, ética e muito trabalho estão no percurso até a vitória 

 

566A experiência de um técnico tricampeão olímpico foi a valiosa atração oferecida aos farmacêuticos que compareceram ao “Seminário Internacional – atuação clínica: a prática farmacêutica do século XXI”. Num momento em que a profissão atravessa um período de transição entre o modelo baseado na dispensação de medicamentos para uma atuação voltada aos conceitos da farmácia clínica, o técnico da seleção brasileira de vôlei feminino, José Roberto Guimarães, um profissional que superou como poucos mudanças e grandes responsabilidades, enfatizou que as oportunidades aparecem no jogo da vida para aprendizado e amadurecimento.

Em entrevista à Revista do Farmacêutico, José Roberto fez uma analogia da sua área de atuação comparando suas metas esportivas com as expectativas que são exigidas no trabalho nas farmácias. “Não sou farmacêutico, mas lido com pessoas. Minhas atletas são minhas pacientes e tenho que tentar melhorá-las a cada oportunidade em que a gente se encontra, a cada treinamento, a cada campeonato que a gente disputa. Nossa expectativa é sempre a possível medalha de ouro. Por isso, a gente tem que fazer com carinho, dedicação, boa vontade, não medir esforços para aprender e superando obstáculos o tempo inteiro”, comentou.

Leia a seguir o que mais foi respondido à reportagem:

Revista do Farmacêutico - Qual a diferença de trabalhar com mulheres e com homens e por que você acredita que conseguiu ter sucesso comandando os dois gêneros?

José Roberto - Acho que é mais fácil trabalhar com o time masculino porque a relação é mais direta, de rápida solução e comunicação. Com a mulher, você tem que ler nas entrelinhas, conhecer o organismo, entender sobre TPM e menstruação. A relação técnico-atleta é muito importante na sua sensibilidade, na maneira de conduzir, conversando mais e abrindo para uma discussão ampla. A mulher quando vem para o treinamento traz todas as influências do meio em que ela vive.

RF - Você acha que as experiências no voleibol podem se transferir para qualquer relação profissional?

JR - Quanto mais tenho relação com o mundo corporativo, mais entendo que é parecido. As coisas se repetem em termos de prazos, metas, pressão, performance, relacionamentos, credibilidade, formação e escolha do time, treinamento e a forma como você motiva e inspira sua equipe. 

RF - Você é grande vencedor, mas já enfrentou grandes derrotas. Como enfrentar esses momentos? Como buscar motivação?

JR - Se você souber trabalhar com as derrotas, você tem o entendimento sobre as razões que levaram o adversário a vencer. Você pode trabalhar com a técnica, com a estratégia para melhorar e traçar um planejamento para conseguir vencer. Não conheço ninguém que tenha ganho grandes competições que antes não tenha perdido.

Por Carlos Nascimento 

 

 

 

 
 

     

     

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