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Revista do Farmacêutico

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 128 - NOV - DEZ/ 2016 - JAN/2017

CAPA - DIA DO FARMACÊUTICO

 

A hora da virada

Transformar a teoria em prática. Essa é a regra do jogo quando se fala em atuação clínica do farmacêutico. Conhecimento, atitude, ética e muito trabalho estão no percurso até a vitória 

 

605Tricampeão olímpico e atual técnico da seleção brasileira de voleibol feminino, José Roberto Guimarães trouxe reflexões sobre como superar os desafios e enfrentar mudanças na vida pessoal e profissional

 

Um campeonato de vôlei não se ganha da noite para o dia. Por trás de cada vitória, existe um planejamento estratégico, desafios diários, atitude para enfrentar o novo, tranquilidade para recomeçar, e, principalmente, transpiração, muita transpiração. 

Assim é o dia a dia do farmacêutico, cheio de adversidades que parecem difíceis de serem superadas, mas que, com empenho, capacitação, trabalho árduo e postura adequada, assume a responsabilidade de cuidar de vidas com excelência. 

Nesse contexto, o CRF-SP, preocupado em contribuir com a atualização do profissional, assim como dar visibilidade ao seu trabalho e mostrar a diferença que pode fazer no dia a dia dos pacientes, promoveu um mês especial, com um evento de altíssimo nível e uma campanha publicitária veiculada em todo o Estado. 

Com local e dia definidos: Unip Vergueiro, na capital, 20 de janeiro, mais de 500 jogadores ávidos por conhecimento deram início a uma partida, o Seminário Internacional, cujo resultado esperado era uma ampla discussão sobre como transformar a teoria da atuação clínica em prática.

185Dr. Wellington Barros da Silva falou sobre as características do farmacêutico do século XXITreinadores do Brasil, Portugal e Reino Unido mostraram experiências com exemplos práticos de como o foco no paciente e, não mais no medicamento, como no século anterior, traz resultados positivos para o bem-estar da população, valorização do farmacêutico e redução de custos para a saúde pública. 

Da Universidade Federal de Sergipe (UFS) vieram as orientações do dr. Wellington Barros da Silva, doutor em Educação Científica e Tecnológica. Ao dizer que o farmacêutico precisa ser o empreendedor de si mesmo, ressaltou que mais do que conhecimento, o farmacêutico precisa ter atitude, proatividade e capacidade de resolver problemas. “O espírito crítico está inerente à prática clínica e a todos os profissionais do século XXI que querem ser bem-sucedidos”. 

DeniseDra. Denise Funchal mostrou os desafios para o avanço da Farmácia Clínica no Brasil Para apresentar as regras do jogo e fazer uma análise do que falta, efetivamente, para a prática clínica se destacar no Brasil, entrou em quadra durante o painel, a dra. Denise Funchal, gerente acadêmica e coordenadora de cursos da Racine. Os desafios principais para o avanço da profissão são o reconhecimento social da prática clínica farmacêutica por pacientes, profissionais de saúde não farmacêuticos, gestores da saúde e autoridades sanitárias. “A sociedade precisa saber que o farmacêutico realiza serviços clínicos para poder solicitá-los”, afirmou. 

 

 

 

288Dr. Olaolu Oloeyede trouxe as experiências da atuação clínica no Reino UnidoExperiências internacionais

A farmácia clínica no Reino Unido, local onde já é realidade há bastante tempo, foi o tema apresentado pelo farmacêutico inglês dr. Olaolu Oloeyede, do North-East London Local Pharmaceutical Committee. Apesar do avanço da prática clínica em seu país, o palestrante apontou as dificuldades enfrentadas como o aumento da idade da população, encarecimento da saúde pública, a esperada diminuição no financiamento, entre outros problemas. 

Dr. Olaolu afirmou que os melhores resultados acontecem quando o farmacêutico não se preocupa apenas com os aspectos de saúde, mas com fatores relacionados. “Percebemos que quando empoderamos o paciente com seu próprio cuidado, quando está envolvido e assume a responsabilidade, os resultados são mais efetivos. Essa mudança de mentalidade promove melhoria na saúde da população e reduz os custos do sistema de saúde”.

386Dra. Ema Paulino contou como funciona a farmácia clínica em PortugalAinda sobre as experiências europeias, dra. Ema Paulino, presidente da seção de Lisboa da Ordem dos Farmacêuticos de Portugal, contou como funciona a farmácia em seu país, que é 20 vezes menor do que o Brasil e onde a prática clínica começou a ser implantada ainda no século passado, por volta de 1999. 

“A implementação deste serviço e, principalmente, desta filosofia não acontece de um dia para outro. Em Portugal, em 1999, iniciou as sensibilizações das consultas e cuidado farmacêutico para doenças como asma, diabetes, doença pulmonar e cardiovascular”. Dados do Centro de Estudos e Sondagens de Portugal apontaram que a farmácia é o primeiro lugar que os portugueses procuram quando estão com um problema menor de saúde (36%) e quando estão com dúvidas sobre medicamentos (54%).  

Entre os serviços oferecidos estão testes rápidos e triagem, apoio no controle de doenças crônicas, apoio na escolha de medicamentos isentos de prescrição médica, cuidados de saúde, renovação automática das receitas para doentes crônicos, entrega de medicamentos em domicílio, apoio na manutenção de uma lista dos medicamentos que o paciente toma, promoção de saúde, prevenção da doença e estilos de vida saudáveis, monitoramento da terapêutica, entre outros. “O farmacêutico deve prestar serviços no momento da dispensação para aumentar a efetividade e segurança do tratamento. É aí que está a farmácia clínica, precisamos adicionar orientação ao medicamento”, ressaltou.

Farmacêutico, agora é com você. O campeonato já começou. O CRF-SP está lado a lado nessa jornada e dará todo o suporte para que, passo a passo, com força de vontade, responsabilidade e ética, toda adversidade seja superada, afinal, a torcida na arquibancada está ávida para desfrutar os benefícios. A população é quem mais espera pelo resultado que o trabalho do farmacêutico pode gerar na sua saúde. 

Por Carlos Nascimento, Mônica Neri e Thais Noronha 

 556Da esq. p/ dir.: Dr. Antonio Geraldo dos Santos, dr. Olaolu Oloeyede, dr. Marcos Machado, dra. Ema Paulino, dr. Pedro Eduardo Menegasso, dra. Raquel Rizzi, dra. Denise Funchal e dr. Wellington Barros da Silva

 

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