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Revista do Farmacêutico

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 128 - NOV - DEZ/ 2016 - JAN/2017

XVI ENCONTRO PAULISTA DE FARMACÊUTICOS

 

Mais de 1.100 farmacêuticos e estudantes debateram sobre  os diferenciais da Farmácia Clínica

 

008A diretoria do CRF-SP conversou com farmacêuticos para buscar soluções para necessidades regionaisOs relatos de experiências de farmacêuticos que mostraram o quanto a atuação clínica faz a diferença no dia a dia profissional fizeram valer a pena a maratona de palestras nas 28 cidades com seccionais do CRF-SP para mais uma edição do Encontro Paulista de Farmacêuticos. A palestra “Farmácia clínica como nova perspectiva de sucesso para o farmacêutico” suscitou debates que apontaram que mais do que uma possibilidade, a aproximação com o paciente de forma responsável e com informação tornou-se uma realidade. 

Em foco, fatores como a situação demográfica do país que indica o rápido envelhecimento da população, o crescimento da mortalidade por doenças crônicas e o impacto dessas questões para o orçamento público da saúde, os procedimentos para a implementação da consulta farmacêutica, a coleta de dados e a elaboração do plano de cuidados. 

Para o dr. Pedro Eduardo Menegasso, presidente do CRF-SP, é preciso ir além da entrega de medicamentos. “Quem tem de mudar a postura e mostrar que somos essenciais para a melhoria e manutenção da saúde somos nós”. 

Em todas as seccionais também aconteceu o plantão da diretoria, oportunidade para que os farmacêuticos levassem sugestões e demandas da região aos diretores do CRF-SP. 

 

palestrantesDa esq. p/ dir.: os palestrantes dra. Fernanda Cavalcante, dra. Amouni Mourad, dr. José Vanilton de Almeida, dr. Antonio Geraldo dos Santos e dr. Fábio Ribeiro

 

Eles mostram dia a dia que é possível

Durante as palestras no interior, foi possível conhecer a realidade de farmacêuticos que exercem a profissão em sua essência com o foco na atuação clínica. Foi o caso da dra. Sheila Maria Soares, que atua em uma farmácia de 55 anos, em Ribeirão Preto, com balconistas efetivos no estabelecimento há mais de 30 anos e que, consequentemente, eram muito procurados pelos clientes para orientação. 

Porém, com sua chegada à farmácia, a resistência de balconistas experientes comumente encontrada por farmacêuticos foi sanada com um trabalho sério e diferenciado, munido de informações técnicas para melhorar não só a qualidade do tratamento medicamentoso, bem como a qualidade de vida dos pacientes. 

“Para isso, assumi uma postura assertiva com os demais funcionários e comecei a acompanhar melhor a necessidade dos pacientes. Adquiri respeito e admiração dos balconistas, a ponto de eles me solicitarem para o esclarecimento de dúvidas sobre medicamentos e enfermidades apresentadas pelos clientes”, conta a farmacêutica que também desenvolve o acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes com diabetes. 

Seccional Registro

Dra. Priscilla Nunes Berbigão e o dr. Maicon Aparecido Mazzola são proprietários de duas farmácias em Ilha Comprida. Ao identificarem que a não adesão de seus pacientes aos tratamentos se dava, principalmente, pela falta de informação, decidiram implantar a farmácia clínica. 

“Iniciamos o uso do Formulário de Prescrição Farmacêutica para ajudar a esclarecer as dúvidas e documentar informações complementares da terapia medicamentosa. Também passamos a prestar serviço para pacientes hipertensos, diabéticos e gestantes com os controles de pressão e glicemia capilar”. 

A segunda fase se deu quando se percebeu que a maioria de atendimentos realizados no balcão era para sanar dúvidas relacionadas ao uso dos medicamentos, ou seja, uma grande confiança era depositada no trabalho clínico já realizado. “Devido à grande atenção recebida pelo paciente em nossas unidades, a farmácia clínica foi aprimorada e, hoje, pode ser encontrado um ambiente acolhedor, onde o paciente é atendido pelo profissional totalmente isolado do ambiente comum”, apontam.

Também são entregues, quando necessários, relatórios de acompanhamento de terapia e/ou interação medicamentosa para que o paciente leve ao seu médico, contribuindo na adesão ao tratamento e na interação multiprofissional da equipe de saúde da região.

 

Seccional Mogi das Cruzes

Em meados de 2015, dr. Rodrigo A. Schaarschmidt começou a frequentar as reuniões da Comissão Assessora de Farmácia do CRF-SP em Mogi das Cruzes e debater questões relacionadas à atenção farmacêutica, assunto que o instigava. Porém, foi por meio de uma palestra que apontava os sete passos para implantação da sala de atenção farmacêutica que o interesse em montar um consultório aumentou.

Na farmácia em que é RT, dr. Rodrigo incentivou a proprietária a criar uma sala focada na atividade, e desde então, realiza atendimentos. “Fazemos questão de divulgar os serviços que fazem parte do âmbito, afim de denotar ao público tudo o que é inerente à profissão”, afirma o profissional, que, além da atenção farmacêutica, realiza serviços de aferição de pressão arterial e glicemia capilar, aplicação de injetável, nebulização, acompanhamento farmacoterapêutico, assistência domiciliar e perfuração de lóbulo. 

Por Mônica Neri e Thais Noronha 

 

 
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