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Revista do Farmacêutico

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 126 - MAI - JUN - JUL / 2016

COMISSÕES ASSESSORAS / INDÚSTRIA

   

Proposta da Comissão Assessora de Indústria do CRF-SP que vira realidade

 

industria01Farmacêuticos da Libbs participam da palestra do presidente do CRF-SP, dr. Pedro Menegasso Nova função do farmacêutico, baseada em Resolução proposta pela Comissão Assessora de Indústria do CRF-SP, ganha força e parceria com grande indústria.

Em busca de inovações e avanços para o setor farmacêutico e da valorização profissional, o CRF-SP elaborou, por meio de sua Comissão Assessora de Indústria, proposta de normativa que estabeleceu um novo conceito de responsável técnico para a área, que deve ter participação e decisão efetiva em todas as etapas do ciclo de vida de cada lote do medicamento. Isto é, desde o seu desenvolvimento até o final da validade,  de forma a assegurar a qualidade, a segurança e a eficácia do produto. Essa ideia originou a Resolução nº 584, de 29 de agosto de 2013, do Conselho Federal de Farmácia.

O conceito foi recentemente implantado pela empresa Libbs Farmacêutica, com a promoção da dra. Cintia Delphino de Andrade a Responsável Técnica Dedicada. De acordo com ela, trata-se de uma função muito atrelada à visão do paciente, do auditor técnico e da sociedade, trazendo essa criticidade para dentro de todos os processos da indústria. 

“O farmacêutico é o profissional do medicamento. Muitas empresas, ou quase todas, têm o farmacêutico RT, mas que acaba exercendo outras funções paralelas. Com o novo modelo, todo mundo ganha, o paciente, a indústria e a sociedade”, afirmou.

Para o presidente da Libbs, dr. Alcebíades de Mendonça Athayde Jr., os grandes diferenciais da nova função da RT na Libbs são exatamente a dedicação total e a independência. “O RT tem de ser totalmente independente e dedicado, o que acarreta em tempo maior para se ocupar das suas funções. Dessa maneira, a indústria nunca vai ter surpresas ruins, porque terá alguém sempre de olho nas melhores práticas”, explicou.

Para demonstrar o apoio do CRF à iniciativa da Libbs e aproximar a entidade dos profissionais que atuam na indústria, o presidente do CRF-SP, dr. Pedro Eduardo  Menegasso, aceitou o convite para visitar recentemente a unidade da empresa, em Embu das Artes, onde foi recebido pelo dr. Alcebíades e pela diretora de Relações Institucionais, a farmacêutica dra. Márcia Martini.

Dr. Alcebíades mostrou entusiasmo com a parceria entre o CRF e a Libbs. “Eu acho muito bom ter um conselho profissional do nosso lado. As empresas, em geral, reclamam muito da falta de diálogo entre os órgãos de fiscalização e a indústria. Mas a falta de diálogo é apenas questão de iniciativa. A hora em que você toma a iniciativa de dialogar e expor suas preocupações e seus problemas, eu tenho certeza que os conselhos nos ajudarão a sempre chegar a um ponto que seja bom não só para a entidade ou para a indústria, mas para toda a sociedade”, afirmou. 

Além da visita ao complexo industrial, dr. Pedro ministrou uma palestra para todos os farmacêuticos da unidade apresentando as ações e atribuições do CRF-SP. “É muito importante que o farmacêutico conheça o CRF e contribua com ele para melhoria da profissão por meio de sugestões, atuação em comissões, promoção de eventos, participação em cursos e workshops, etc.”, ressaltou.

industria02Dra. Cintia de Andrade (Libbs), dr. Marcelo Cunha (CRF-SP), dra. Akimi Honda (CRF-SP), dr. Pedro Menegasso (CRF-SP), dr. Alcebíades Athayde Jr (Libbs), dra. Márcia Martini Bueno, Carlos Reis, diretor de operações e dr. Ricardo JesusConheça a resolução

A Resolução nº 584 determina que o farmacêutico responsável técnico deve informar ou notificar ao Conselho Regional de Farmácia (CRF) e ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) os fatos relevantes e irregularidades que tomar conhecimento. Dessa forma, ele deve atuar com total autonomia técnica para decidir sobre questões inerentes a sua atividade. O profissional não deve admitir a ocorrência de qualquer fato que comprometa a sua integridade ética e isenção técnica, independentemente da posição hierárquica e administrativa na empresa. 

O farmacêutico deve participar de capacitação específica, ampliada e constante das Boas Práticas de Fabricação (BPF) e das tecnologias farmacêuticas aplicadas no estabelecimento em que exerce a responsabilidade técnica, além de reuniões, fóruns, seminários, conferências e encontros para discussões de normas técnicas e regulatórias.

Ao identificar problemas técnicos ou operacionais que necessitem de ação corretiva, o RT deve acionar o sistema de garantia da qualidade do estabelecimento para que adote as medidas cabíveis. 

O artigo 15 da resolução cita: “O profissional deve assegurar a implantação e manutenção do sistema da garantia da qualidade da empresa, participando ativamente no desenvolvimento do manual da qualidade, das autoinspeções, das auditorias externas nos fornecedores e dos programas de validação.” 

industria03Visita à área de produção de medicamentos da LibbsO farmacêutico responsável técnico deve empreender esforços para o comprometimento de todas as pessoas envolvidas na adesão às BPF, participando das atividades relacionadas à qualidade do produto.

Dra. Akimi Mori Honda, vice-coordenadora da Comissão de Indústria do CRF-SP aponta que a importância da norma reside no fato de que traz total autonomia técnica ao farmacêutico, além de estabelecer a necessidade de capacitações específicas para exercer a função de responsabilidade técnica. “Ela determina, também, várias atividades que devem contar com a participação efetiva do profissional e itens que obrigatoriamente devem ser de seu conhecimento nessa função. Além disso, é uma resolução importante porque evita a prática de  muitas indústrias de acúmulo de funções, como de gerente e RT ao mesmo tempo, permitindo que o RT se debruce em todas as suas atividades com tempo e dedicação”, afirma. Acesse o portal do CRF-SP (www.crfsp.org.br) e leia a norma na íntegra.

por Mônica Neri

 

 

  

 

     

     

    farmacêutico especialista