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Revista do Farmacêutico

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 126 - MAI - JUN - JUL / 2016

BATE-PAPO COM O DIRETOR 

    

DNA de farmacêutico

O filho de farmacêutica que queria ser engenheiro, mas que descobriu o prazer de trabalhar após exercer a profissão da mãe

 

diretor01Em 2015 foi diplomado para o exercício do cargo de secretário-geral do CRF-SP, mandato 2016/2017Nascido em São Paulo e criado em Casa Branca, interior do Estado, filho de um advogado e de uma farmacêutica, única profissional da área na época atuante em fármacia em sua cidade, Antonio Geraldo Ribeiro

 

dos Santos Jr. começou a trabalhar na farmácia aos 12 anos, como entregador de medicamentos. O menino que queria ser engenheiro cresceu e, no terceiro ano do ensino médio, decidiu ser farmacêutico. “Eu nunca imaginei, quando entrei na faculdade, que iria trabalhar em farmácia. Eu queria trabalhar em pesquisa de medicamento. Mas quando fui fazer estágio em uma farmácia magistral, tudo mudou”, conta. Casado e pai de duas filhas, uma delas farmacêutica, Antonio Geraldo foi para a área magistral, abriu suas farmácias, se dedicou à área política da profissão e hoje é um avô “babão”, empreendedor de sucesso, que ocupa, pela primeira vez, um cargo na diretoria do CRF-SP.

Ser farmacêutico é...
DNA, paixão, realização, sonho, alegria, vida. É a melhor coisa da minha vida depois de ser pai.

Para ser reconhecido na área magistral, é preciso...
Perseverança, conhecimento, relacionamento com os profissionais de saúde e com os colegas farmacêuticos e estudar muito, já que não se aprende tudo do setor magistral na faculdade. Então, quando você conclui o curso, tem que estudar e trabalhar muito, além de fazer um bom estágio em farmácias boas. Isso fará de você um profissional reconhecido, com certeza.

O que é mais difícil, dar uma palestra em um congresso da área de saúde ou orientar um paciente no balcão da farmácia?
Eu acho que são coisas distintas. Ministrar uma palestra, para mim, é mais prazer do que trabalho. Eu fico muito feliz. Existe uma frase que define bem: “A única coisa que aumenta quando se divide é o conhecimento”. Quando eu estou passando o meu conhecimento e minha experiência para os outros, me sinto realizado.
Agora, a orientação do dia a dia é uma obrigação, está no DNA do farmacêutico. Eu acho que é esse o prazer maior de viver a profissão: quando as pessoas recorrem ao profissional de saúde porque sabem que dele virá boa informação.
Então, eu não vejo dificuldade em nenhuma das duas coisas. Eu sinto é prazer nas duas funções.

Para ser um bom empreendedor é preciso...
Buscar os bons exemplos, buscar ajuda, estudar, fazer cursos de gestão, além de ter vocação. Tem que ter algo mais que ideia, tem que saber fazer acontecer.

diretor02Começou a trabalhar na farmácia aos 12 anos como entregador de medicamentos. Para ele, o maior prazer da profissão é quando as pessoas recorrem ao profissional de saúde porque sabem que dele virá boa informação
O que falta nos cursos de farmácia?
Falta uma preocupação maior dos gestores das faculdades com a qualidade do ensino, e não com a quantidade de alunos em sala de aula. A responsabilidade dos gestores é trazer ao mercado profissionais de qualidade, e não somente grande quantidade de profissionais.

diretor03Entre a esposa, filhas e netos, ele se define como um avô “babão”E o que falta na farmácia?
Falta o farmacêutico aparecer mais. Hoje as legislações estão favoráveis à profissão. Toda vez que o farmacêutico aparece, ele é valorizado. Ninguém é valorizado se não aparece. Hoje, no Estado de São Paulo, temos a presença de farmacêuticos em quase todas as farmácias em tempo integral, falta apenas ele aparecer mais para a sociedade, fazer com que as pessoas queiram se consultar com ele. E isso só tem uma maneira de acontecer, aparecendo.

A fórmula perfeita da saúde é...
Na verdade, ela não é, ela será. Isso ocorrerá quando todos os profissionais da saúde conversarem, cada um ocupando o seu espaço, para que os pacientes saibam buscar informações certas para cada tipo de problema que envolva a saúde. Por isso, as profissões têm de conversar mais e brigar menos.

Tem remédio para a situação política do Brasil?
Remédio sempre tem. Eu acho um erro quando dizemos que todo político é ruim. Mas o melhor remédio é prestar atenção no momento e em quem vai votar. A maior parte, muitas vezes, não sabe em quem votou na última eleição ou votou nas mesmas pessoas, apesar de saber que elas já foram envolvidas em escândalos, por exemplo.
Saiba em quem você vota e escolha seu candidato, mas não escolha porque o amigo indicou, ou porque esse é mais ou menos bonito que o outro, ou ainda porque ele é artista de televisão. Escolha aquele que realmente mostre trabalho. Essa é a melhor maneira. E o Brasil tem jeito. O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo. Ou seja, gente boa tem aqui, talvez só não esteja no lugar certo.

diretor04 Nas fotos, dr. Antonio Geraldo ao lado de sua esposa e filha e junto da diretoria do CRF-SP durante a cerimônia de posse para o mandato 2016/2017

diretor05Ao formar-se em Farmácia em 1988, Antonio Geraldo começava uma carreira exitosa Que avaliação faz dos primeiros seis meses como diretor do CRF-SP?
O CRF-SP é muito grande, então tem muita coisa para fazer. E o CRF-SP é um Conselho que realiza, que tem muitas ações tanto para o farmacêutico como para a sociedade. Administrá-lo não é uma tarefa fácil, mas tem sido prazeroso. Até porque a equipe interna, dentro do Conselho, os diretores e os conselheiros são bons colegas, o que nos ajuda a tomar as melhores decisões para a condução da entidade.

O que pretende fazer até a conclusão do mandato?
Primeiro realizar todos os projetos que tínhamos quando nos elegemos para a diretoria. E tudo está sendo feito dentro dos prazos. Até o fim do mandato, tudo o que falamos que íamos entregar, tenho certeza de que vamos mesmo entregar.