PROFISSIONAIS INSCRITOS ATIVOS
     

ESTABELECIMENTOS REGISTRADOS

Revista do Farmacêutico

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 124 - JAN - FEV / 2016

FARMACÊUTICOS CONTRA A DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA

Farm    

 

Frente à epidemia, CRF-SP retoma campanha e conclama farmacêuticos

 

 DSC0050Assessora técnica do CRF-SP, dra. Amouni Mourad, concede entrevista para TV Bandeirantes sobre a campanha Farmacêuticos contra a Dengue, Zika e ChikungunyaA proliferação da dengue em todo o Estado e ainda a manifestação de novas doenças despertou no CRF-SP a necessidade de ampliar e adaptar a campanha “Farmacêuticos contra a dengue”, que agora passa a chamar “Farmacêuticos contra a dengue, zika e chikungunya”. Em 2015, foram 1,59 milhão de casos de dengue e 374 de chikungunya. Já quanto ao zika, apesar de o Ministério da Saúde não ter concluído os dados, sabe-se que 18 municípios brasileiros estão infestados. 


A ideia é que o farmacêutico contribua ativamente no combate a essas doenças, participando da campanha promovida pelo CRF-SP, que prepara os profissionais interessados com uma capacitação elaborada por especialistas que destaca as diferenças entre as doenças, formas de diagnóstico, cuidados, prevenção, homeopatia, fitoterapia e informações sobre uso de repelentes.
A primeira capacitação foi realizada em 17/02/16, na sede do CRF-SP e transmitida para 21 seccionais do Estado e agora está disponível a todos os inscritos no CRF-SP, por meio da Academia Virtual de Farmácia (http://ensino.crfsp.org.br), no ícone “Capacitação”.

 

Para participar, caso ainda não possua senha para acessar a ACADEMIA VIRTUAL DE FARMÁCIA, entre em contato com o CRF-SP: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 POR DENTRO DA CAMPANHA

Ferramentas oferecidas pelo CRF-SP

 

• Palestras de capacitação

 PALESTRAS

 

 

• Manual de orientação com informações técnicas*;

Manual

 

• Protocolo para manejo de pacientes com suspeita de dengue, zika e chikungunya*;

Manejo-do-paciente

 

 

• Material para ministrar palestras à população*;

 

 

• Folder orientativo (download no portal www.crfsp.org.br - menu à esquerda – Campanhas)*;

folder

 

• Cartaz para afixar no estabelecimento que ingressar na campanha;

Cartaz Aprovado Farmacuticos contra dengue

 

• Inserção do nome da farmácia participante no site www.farmaceuticosp.com.br, que é um site disponibilizado para a população.

 

* Podem ser obtidos no portal www.crfsp.org.br.

 

 

ATENÇÃO AO USO DE MEDICAMENTOS

 

ING 33594 126411Medicamentos como anti-inflamatórios não esteroidais ou que contêm ácido acetilsalicílico devem ser evitados nesses casosNos casos de dengue, zika vírus ou chikungunya, o farmacêutico deve orientar o paciente a ingerir muito líquido como água, sucos, chás e soros caseiros. Os sintomas podem ser tratados com dipirona ou paracetamol. 

Quanto ao uso de medicamentos, existem riscos que devem ser observados como no caso dos que contêm ácido acetilsalicílico (importante estar atento já que muitos medicamentos possuem na sua composição) e os anti-inflamatórios não esteroidais, que podem aumentar o risco de hemorragias.

Em todas as situações, deve-se alertar para o risco da automedicação, já que qualquer medicamento pode apresentar algum tipo de reação e, por conta disso, a orientação do farmacêutico se torna fundamental para evitar que o medicamento mascare uma outra condição de saúde.

 

    

 

Agencia Fiocruz de Notcias2

 

 

 

REPELENTES: SEM INFORMAÇÃO, PROTEÇÃO É MENOR

Nesse momento de corrida às farmácias atrás de repelentes, é novamente a orientação do farmacêutico que pode fazer a diferença. Se utilizados da forma incorreta e, principalmente, sem conhecimento sobre o tempo de duração, esses produtos podem dar a sensação de proteção, quando, na verdade, o paciente continua exposto. Confira, abaixo, perguntas e respostas sobre o tema:

 

 

Quais os repelentes de uso tópico são indicados para prevenção?
De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) as substâncias repelentes n,n-Dietil-meta-toluamida (DEET), Hydroxyethyl isobutyl piperidine carboxylate (Icaridin ou Picaridin) e Ethyl butylacetylaminopropionate (EBAAP ou IR3535), além de óleos essenciais, como citronela, são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos conforme compêndios de ingredientes cosméticos internacionais.


Quais substâncias repelentes podem ser aplicadas em gestantes e crianças?
De acordo com nota técnica da Anvisa, estudos conduzidos em humanos durante o segundo e o terceiro trimestre de gestação e em animais durante o primeiro trimestre, indicam que o uso tópico de repelentes à base de DEET por gestantes é seguro. Produtos à base de DEET não devem ser usados em crianças menores de 2 anos. Em crianças entre 2 e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Concentrações superiores a 10% são permitidas para maiores de 12 anos. Nenhum repelente pode ser aplicado em bebês menores de seis meses.

Como usar o repelente e com qual frequência?
O Ministério da Saúde recomenda que os repelentes devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo. Devem ser reaplicados de acordo com a indicação de cada fabricante e em caso de suor excessivo ou contato com água. Para aplicação da forma spray no rosto ou em crianças, o ideal é aplicar primeiro na mão e depois espalhar na área desejada, lembrando sempre de lavar as mãos com água e sabão depois da aplicação. Em caso de contato com os olhos, lavar imediatamente a área com água corrente.

Repelentes naturais são eficazes?
Para ser considerado eficaz, eles devem apresentar comprovação cientifica, que é um dos critérios para registro na Anvisa.

Existem outros tipos de repelentes além dos químicos?
Sim, outros tipos recomendados pela Organização Mundial da Saúde podem ser usados como coadjuvantes. Pulseira e adesivo à base de citronela são alguns exemplos. Há também, para as crianças e adultos, telas mosqueteiros tratadas com inseticidas.


Fontes: Anvisa; Ministério da Saúde, dra. Amouni Mourad (assessora técnica do CRF-SP)

 

 

repelentes disponveis