Revista do Farmacêutico

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 124 - JAN - FEV / 2016

MENSAGEM DA DIRETORIA

    

Ética para início de conversa

     

 

O ano sempre começa agitado no CRF-SP. Afinal, em 20 de janeiro, celebramos o Dia do Farmacêutico. Sempre nos perguntamos sobre qual é a melhor forma de comemorar uma data tão especial, como iniciar a longa jornada do ano com o pé direito.
Optamos por falar de ética. Decisão acertada, face à situação de crise política e financeira pela qual passa o país e na qual tem faltado justamente isso.
Centenas de colegas de profissão lotaram o auditório da Unip, na capital, para o XVI Encontro Paulista de Farmacêuticos, que, neste ano, ofereceu o seminário “Farmácia: Que futuro estamos construindo?”
O debate realizado entre os mais respeitados especialistas foi dividido em dois grupos temáticos: tecnologia em saúde e cuidado à saúde com foco no paciente. Não é surpresa para ninguém, mas a verdade é que temos muito ainda o que fazer até conseguirmos implantar a Farmácia Estabelecimento de Saúde, após a publicação da Lei 13.021/14.
A boa notícia é que cada vez mais profissionais se entusiasmam com a missão e, aquilo que um dia pareceu impossível para muitos farmacêuticos, começa a ser vagarosamente construído, parte por parte.
Como não poderia deixar de ser, tudo começa por uma profunda discussão sobre ética, sobre postura profissional, sobre direitos do paciente. Para início de conversa, ética. O restante vem depois.
Para ilustrar a importância desse debate, neste ano, a palestra principal do seminário foi realizada pelo historiador e professor-doutor da Unicamp Leandro Karnal, uma referência no assunto.
Leandro honrou a tradição das palestras de janeiro do CRF-SP, no palco pelo qual passaram figuras como Max Gehringer e Paulo Storani, entre outros. Presenteou os colegas com uma profunda reflexão sobre ética e sobre a encruzilhada na qual o país foi colocado, com os escândalos recentes envolvendo empresários e políticos.
Como o leitor poderá conferir na entrevista a seguir, Karnal quer lembrar 2015 e 2016 como os anos em que o Brasil virou o jogo contra a corrupção. Ele diz ainda que nós, brasileiros, vivemos as consequências de décadas apostando no “jeitinho” e que essa “ressaca” nos fará bem.
Por ora, temos muito trabalho pela frente, com a retomada da campanha Farmacêuticos contra a Dengue, agora também contra a Chikungunya e o Zika. Palestras, capacitação, material didático, será oferecido tudo aos farmacêuticos que resolverem fazer a diferença pela saúde pública.
A epidemia é uma das maiores preocupações dos profissionais de saúde que trabalharão nos Jogos Olímpicos Rio 2016, que pode ter o seu brilho ofuscado pela ameaça do Aedes aegypt. Em uma reportagem especial, você poderá conferir como trabalharão os farmacêuticos das Olimpíadas