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Revista do Farmacêutico

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 122 - JUN-JUL-AGO / 2015

 

 

Pesquisa universitária revela o raio-X da assistência na capital
Cinco anos após a publicação da RDC 44/09, maioria não conhece resolução na íntegra

 

Em 17 de agosto de 2009, a categoria farmacêutica comemorou a publicação da RDC nº 44/09, que garantiu ao farmacêutico o direito de prestar alguns serviços como aferição de pressão arterial e teste de glicemia capilar, nas farmácias e drogarias, ampliando suas atribuições e permitindo exercer de forma mais completa a assistência farmacêutica ao paciente. Com isso, a população também foi beneficiada, pois pode contar com esses serviços de forma segura. 

 

 

Para mensurar os efeitos da resolução, dra. Vera Lúcia Pivello, membro da Comissão Assessora de Farmácia do CRF-SP, mostrou em seu mestrado o perfil e atuação dos farmacêuticos no município de São Paulo após a RDC nº 44/09.

Dos 439 farmacêuticos que responderam ao questionário, 47,7% demonstrou conhecer totalmente a resolução. “Como a norma não trata apenas de assuntos voltados à assistência, mas de questões do cotidiano como documentação, infraestrutura, atribuições dos funcionários, pensávamos encontrar mais farmacêuticos com o domínio do conteúdo”, destacou dra. Vera.

As respostas também evidenciaram aspectos positivos como a valorização do trabalho do farmacêutico em cerca de 80% dos casos. Na autoavaliação que fizeram de seu trabalho, 71,1% se sentem profissionais da saúde, atuando no segmento de farmácias e drogarias; 67,4% são reconhecidos pela população atendida em relação às orientações que fornecem; 87,7% percebem que há confiança por parte dos usuários em relação às orientações.

A maioria também demonstrou interesse pela farmacoterapia dos usuários atendidos; 76% buscam resolver os problemas relacionados a medicamentos (PRM) que constatam no atendimento, e 70,3% buscam saber o resultado das intervenções que realizaram para a resolução dos PRM. 

DIFICULDADES

De acordo com dra. Vera, as dificuldades mais citadas pelos farmacêuticos ouvidos na pesquisa dizem respeito à maior disponibilidade de tempo para desenvolver atividades assistenciais, conscientização dos empresários, necessidade de mais capacitação, infraestrutura adequada (local com privacidade para o atendimento) e maior integração entre os profissionais.
Nesse quesito, 7% citaram como entrave a baixa remuneração. Outra necessidade foi a de mais autonomia e autoridade para o farmacêutico. “A responsabilidade compartilhada entre farmacêutico e proprietário (Lei 13.021/14), poderá alterar positivamente essa realidade. É o que esperamos”, destaca.


Por Thais Noronha