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Revista do Farmacêutico

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 122 - JUN-JUL-AGO / 2015

 

Reforço político aos laboratórios
Área de Análises Clínicas ganha frente parlamentar para defesa do setor, que amarga prejuízos com SUS e planos de saúde

 

 

Dr. Marcos Machado Ferreira, diretor-tesoureiro do CRF-SPDr. Marcos Machado Ferreira, diretor-tesoureiro do CRF-SPOs laboratórios de análises clínicas sofrem duplamente com a defasagem do preço dos exames. Tanto dos que realizam para o Sistema Único de Saúde (SUS) há 20 anos quanto para os planos de saúde privados há oito anos. A necessidade por reajustes fez com que a classe se organizasse para levar suas demandas para o Congresso Nacional. Durante o 42º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas (CBAC 2015), que ocorreu no período de 21 a 24 de junho, no Rio de Janeiro, líderes do segmento lançaram a Frente Parlamentar em Defesa dos Laboratórios de Análises Clínicas.

O grupo nasceu com o apoio de mais de 100 parlamentares e é liderado pelo deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS). A frente tem como objetivo atuar na defesa dos interesses do setor nas questões de políticas públicas relacionadas aos laboratórios de análises clínicas do país.

“O que simplesmente o governo e os planos de saúde querem é não repassar nenhum aumento a nenhum laboratório de análises clínicas”, afirmou o dr. Paulo Brandão, membro da Comissão Assessora de Análises Clínicas do CRF-SP e delegado por São Paulo da Sociedade Brasileira de Análises Clinicas (SBAC).

Para ele, o segmento necessita da reposição das perdas a fim de dar sustentabilidade à atividade. “A estagnação da remuneração pode levar os pequenos e médios laboratórios a fecharem as portas por não conseguirem arcar com os altos custos da mão-de-obra, dos insumos e reagentes, que sempre estão sofrendo reajustes, porque são baseados no preço do dólar, e outras despesas como aluguel, energia elétrica, água, entre outras”, diz.

Especialista e atuante no setor, o diretor-tesoureiro do CRF-SP, dr. Marcos Machado, aponta que a Frente é um grande avanço para a área das análises clínicas, que não tinha proximidade com o poder público. “A partir de agora, com esse canal aberto com os deputados, o setor espera um diálogo melhor com o governo para que a política em relação aos valores de exames laboratoriais seja revista”, analisa.

Durante 2014, o diretor-tesoureiro do CRF-SP visitou os proprietários de laboratórios no interior e fez uma relação das maiores dificuldades apresentadas: valores de exames, falta de reajustes, falta de mão-de-obra qualificada, falta de apoio governamental para o desenvolvimento e problemas devidos às diretrizes curriculares. “A criação dessa Frente parlamentar atende justamente uma das principais demanda dos laboratórios de São Paulo, que é o reajuste da tabela de valores dos exames”, afirma dr. Machado.

Por Carlos Nascimento