Live reúne diretores do CRF-SP e da Anvisa para debater os desafios da área farmacêutica

 


São Paulo, 14 de agosto de 2020

O CRF-SP realizou no dia 11/8 a live ‘Desafios da área farmacêutica durante e pós pandemia na visão da Anvisa’ que contou com a presença da diretora da 2ª Diretoria da Anvisa, Dra. Alessandra Bastos Soares, do presidente do CRF-SP, Dr. Marcos Machado e mediação do vice-presidente do CRF-SP, Dr. Marcelo Polacow.

Foram debatidos o papel do farmacêutico diante da pandemia e algumas mudanças que impactaram a área como a edição da RDC 348/2020 (que define os critérios e os procedimentos extraordinários e temporários para tratamento de petições de registro de medicamentos, produtos biológicos e produtos para diagnóstico in vitro e mudança pós-registro de medicamentos e produtos biológicos em virtude da emergência de saúde pública internacional decorrente do novo Coronavírus) e da RDC 405/2020 que estabeleceu medidas de controle para alguns medicamentos (aqueles que contenham cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e nitazoxanida), além dos registros de protocolos para realização de pesquisas de vacinas contra covid-19 no país.

Já no início da live a Dra. Alessandra, que além de diretora da Anvisa é farmacêutica, falou da importância desse profissional, principalmente em um momento como o que estamos vivenciando com a pandemia. “O farmacêutico é um profissional rico e nesse momento é ele quem acompanha o paciente em quase todo o desenvolvimento do tratamento da doença. Desde a pesquisa clínica até a dispensação a gente vê a figura do farmacêutico. Quero que isso fique martelando, principalmente na cabeça daqueles que acabaram de se formar, que eles tenham a certeza do que eles representam e de tudo que eles podem e devem entregar com um papel tão importante nesse circuito que é a saúde como todo”, apontou.

Dr. Marcos Machado falou sobre como o CRF-SP tem se aproximado da Anvisa nas últimas gestões. “Essa interface que estamos fazendo com a Anvisa para nós é muito importante. Não dá para trabalhar a profissão farmacêutica se não tivermos contato com a Anvisa tanto por conta da característica da Agência, como da nossa profissão”.

No papel de mediador, Dr. Marcelo Polacow reafirmou que a atual gestão da Anvisa tem sido muito proativa e tem dado respostas muito rápidas tanto à sociedade, como aos órgãos aos que ela se correlaciona como os conselhos de saúde, incluindo o CRF-SP. “As respostas estão sendo dadas e estão ocorrendo instantaneamente atendendo a sociedade e às demandas. Vocês tem respondido todas as questões que nós direcionamos para Anvisa, inclusive as relacionadas ao entendimento das resoluções que incluíram os medicamentos relacionados à covid-19 como controlados. Vocês responderam nossas questões em 48 ou 24 horas. Teve até algumas respostas que vieram no mesmo dia, o que nos ajudou muito, pois os farmacêuticos estavam com dúvidas”, lembrou.

Sobre as mudanças exigidas pela crise da saúde, o presidente do CRF-SP ressaltou: “Essa pandemia de fato colocou a profissão em evidência, com novas resoluções e também novas obrigações. Nós tivemos que reinventar a profissão e tem sobrado dúvidas e desafios. Ao mesmo tempo, no entanto, oportunidades surgiram”, disse.

RDC 348/2000 – Dra. Alessandra apontou que tanto em relação a registros, como pós- registros – a RDC 348 teve todos os fluxos verificados, revisitados para garantir celeridade nas análises para o enfrentamento à covid-19. “Então existe essa via hoje, que é a 348, no qual todos os processos que estavam na fila de medicamentos que teoricamente poderiam servir para o enfrentamento à covid foram priorizados. Isso tanto para fila de registro como para a fila de pós-registro”, disse.

Vacinas – Segundo Dra. Alessandra, o Brasil hoje tem a liberação de três estudos para quatro vacinas, sendo:

1-            Vacina de Oxford - Parceria com a Astrazeneca e Fiocruz. “Essa foi a primeira vacina que recebemos pedido para estudo e quando chegou na Anvisa foi para o estudo na fase 2 e 3. O estudo está sendo feito no Reino Unido e no Brasil. Parte dos voluntários recebe vacina, parte recebe placebo. Na segunda-feira, 10, foi publicada uma extensão na Agência para aplicação dessa vacina em indivíduos de 18 a 69 anos, no início, o estudo era aprovado para pessoas de até 55 anos. Também foi aprovado que seja realizada a segunda dose dessa vacina como reforço”.

2-            Vacina CoronoVac – Uma pareceria entre a Sinovac com o Instituo Butatan – “Chegou o pedido do estudo na Anvisa já em fase 3. Ela está sendo testada no Brasil e na China e da mesma forma que a anterior, parte dos voluntários recebe vacina, parte recebe placebo. A vacina tem uma característica interessante: ela não tem restrição de idade e não se fala ainda em dose de reforço. ”

3-            Vacinas da Pfizer e Biontech – “São duas vacinas que estão com estudos clínicos aprovados na Anvisa. É um estudo que ocorre em nível global. ”

Sobre a vacina da Rússia, Dra. Alessandra alertou que ainda não teve nada protocolado até hoje na Agência.

Medicamentos que tiveram inclusão na lista de medicamentos de controle especial: Segundo Dra. Alessandra, são diversas as razões que fizeram a Diretoria Colegiada tomar a decisão, entre elas: evitar a falta de medicamentos para tratamento de pacientes com doenças, cuja indicação está prevista em bula (indicações registradas na Anvisa) e o uso irracional dos medicamentos, que pode gerar casos de intoxicações graves e até óbito.

 

Clique aqui e assista à live no canal do Youtube do CRF-SP. 

 

Monica Neri
Departamento de Comunicação CRF-SP

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