CRF-SP presente em evento da Abrafarma que promove serviços clínicos farmacêuticos

 

Auditório do Transamérica Expo Center lotado durante o Road Show Care CenterAuditório do Transamérica Expo Center lotado durante o Road Show Care Center

São Paulo, 5 de setembro de 2019.

O CRF-SP esteve presente na manhã desta quinta-feira (5) na abertura do Road Show Care Center – A Revolução da saúde no Brasil, evento itinerante promovido pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) no Transamérica Expo Center, na capital, e que esta semana ocorre na sequência do Abrafarma Future Trends, um dos mais importantes eventos do varejo farmacêutico brasileiro, realizado nos dias 3 e 4.

Durante sua participação, o CRF-SP reafirmou a importância de manter um diálogo constante com associações representativas dos setores produtivo e sindical, tendo, inclusive, criado recentemente um grupo formado pelas entidades Abrafarma, Sincofarma, ABCFarma, Sinfar e Anfarmag, com o objetivo de discutir novas tecnologias e avançar na questão da assistência farmacêutica, bem como encontrar novos caminhos para a farmácia.

Os participantes do evento também foram convidados a conhecer o trabalho das comissões assessoras do CRF-SP, que reúnem profissionais com larga experiência em suas áreas de atuação e que contribuem apontando as principais tendências do setor.

Na sequência, o público acompanhou uma série de palestras sobre temas como fitoterápicos no cuidado farmacêutico, o papel do farmacêutico clínico na adesão ao tratamento, cuidado na saúde da mulher e farmacêutico do futuro: clínico ou gestor, entre outros.

Um dos destaques foi a apresentação do Dr. Cassyano Correr, farmacêutico e coordenador do programa Assistência Farmacêutica Avançada da Abrafarma, que abordou um panorama dos serviços farmacêuticos no Brasil.

“Quando se fala em revolução da saúde no Brasil, no âmbito da farmácia, falamos da transformação do farmacêutico dispensador no farmacêutico clínico que não está mais na farmácia para entregar o medicamento, mas, sim, para assumir a responsabilidade de contribuir para que se alcance o resultado pretendido no tratamento”, afirmou.

Segundo ele, há cinco anos não havia sequer uma sala de serviço farmacêutico no país, mas hoje esse número subiu para mais de três mil. “A profissão mudou e fomos todos impactados com isso. A proximidade com o paciente somada à capilaridade dos estabelecimentos valem ouro para o sistema de saúde”.

Dr. Cassyano apresentou números que apontam essa tendência. Em 2018, foram realizados 2.444.463 atendimentos clínicos documentados em 2.707 farmácias associadas à Abrafarma.

Sérgio Mena Barreto, CEO da Abrafarma; e Dr. Cassyano Correr, farmacêutico e e coordenador do programa Assistência Farmacêutica Avançada da AbrafarmaSérgio Mena Barreto, CEO da Abrafarma; e Dr. Cassyano Correr, farmacêutico e e coordenador do programa Assistência Farmacêutica Avançada da Abrafarma

 

Na terça-feira, primeiro dia do Abrafarma – Future Trends, a entidade também apresentou outro dado que revela o aumento dos serviços farmacêuticos. No primeiro semestre deste ano, o número de consultas para serviços farmacêuticos aumentou 62% em relação ao mesmo período de 2018, totalizando 862.623 atendimentos. As grandes redes que participam do projeto Assistência Farmacêutica Avançada já contabilizaram 2.964 consultórios farmacêuticos, um incremento de 9,4%.

“Este é o diferencial da farmácia, a prestação de serviços, o acompanhamento da adesão ao tratamento, vacinas, teste laboratorial rápido. A farmácia está se qualificando após a Lei 13.021 para ser a porta de entrada na rede de saúde. Por meio de uma ação conjunta entre farmácia, farmacêuticos, planos e sistema de saúde a gente pode mudar a jornada do paciente, baratear custos e embarcar tecnologia para que as coisas sejam mais rápidas. Acho que no futuro a farmácia vai ter muito mais serviços. Quem visualizar isso, vai ser a farmácia que vai sobreviver”, afirmou Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.

Já para o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dr. Renato Porto, o maior desafio regulatório do setor é entender o que o consumidor quer. “Precisamos compreender o que uma regulação pode interferir na mitigação de riscos, para não criar exigências que não são necessárias, não criar barreiras. Estar presente em um evento como este é importante para compreender o que o setor quer. É um setor que produz, tem capilaridade, que fala diariamente com milhares de pessoas”, completou.

 

Renata Gonçalez (com informações de Carlos Nascimento)

Departamento de Comunicação CRF-SP

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