Série ‘Investigação criminal’ conta com participação de assessora técnica do CRF-SP

São Paulo, 12 de fevereiro de 2020.

Está disponível na provedora de filmes e séries em streaming, Netflix, mais um episódio da série "Investigação Criminal". Desta vez, o programa relata o caso da farmácia de manipulação "Botica ao Veado D'Ouro", ocorrido em 1998.

Na época, o caso envolvia a falsificação do medicamento Androcur, destinado essencialmente ao tratamento do câncer de próstata.  Segundo investigações realizadas à época, a Botica produziu mais de mil comprimidos placebo.  A fabricação de placebo não é ilegal, observadas as quantidades permitidas para cada fabricante bem como, principalmente, o fim a que se destina. A investigação apontou que os comprimidos placebo foram retirados e levados para outro endereço, onde eram embalados e recebiam um rótulo (falsificado) do Androcur.

O episódio 7 da Season 8 da série "Investigação Criminal" relata o caso com a participação da farmacêutica e assessora técnica do CRF-SP, Dra. Amouni Mourad, que destacou a gravidade do assunto. “Nós temos doenças que precisam de tratamento imediato, e se eu estou tomando medicamento achando é para a doença, estou postergando o início do tratamento, piorando o quadro clínico, tomando medicamento que não tem ação farmacológica, portanto ele não está melhorando, pelo contrário, está deixando de melhorar. Quanto mais tempo para começar, mais grave vai ficando a situação da pessoa. Tempo é precioso”.

Dra. Amouni ressalta ainda a importância das Boas Práticas de Fabricação. “Isso é cobrado legalmente, eu faço teste de qualidade do insumo antes de produzir o medicamento, o insumo tem que ser avaliado, ver se é livre de contaminantes, se ele tem os aspectos físico-químicos adequados, tudo isso precisa ser comprovado antes que haja a manipulação do medicamento. Depois dessa comprovação, posso fazer um lote placebo, ou seja, um lote que ainda não tem incorporado o princípio ativo que tem atividade farmacológica para perceber ou saber identificar se aquela forma farmacêutica está em ordem”.

A série está disponível para assinantes do Netflix. 

 

Thais Noronha

Departamento de Comunicação CRF-SP

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